sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Continuando o caminho

Eu vou ser pra sempre quem eu sou. Não importa quanto tempo passe.

Sim, a frase parece meio obvia mas tem um porque. No meio de tantas duvidas e incertezas foi essa conclusão que eu cheguei.

Se me perguntassem hoje qual a coisa que eu queria pro futuro eu responderia, que além de formar minha família queria cuidar da que eu já tenho.
Quando vejo irmãs com o seus 30+ abraçadas, me emociono. Sabe aquela foto que parece coisa de adolescente? Um abraço, uma delas fazendo careta.
Ou elas juntas com a mãe, pulando em uma cama ou sofá. Saber que por quanto tempo passe esse laço não vai se cortar.
Que eu posso mudar de casa, de cidade, quiçá de país e vou ter sempre esse laço.

Acalenta o coração. Emociona.
É a segurança que se precisa para continuar a caminhar.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Como Pude?

Uma vez pensei que tinha te perdido pra sempre. Você não sabe mas antes, muito antes de me contar o que havia acontecido eu tinha acompanhado, eu vi e eu me magoei. Não vou mentir, não foi uma única vez que pensei nisso. Mesmo que eu falasse que você não era mais parte da minha vida isso era uma mentira, talvez a melhor que contei durante todo esse tempo.

Pouco se sabe mas você estava presente, estava no meu pensamento. Sem que nem mesmo eu soubesse você estava lá.

Hoje a única coisa que penso é como um dia pude te deixar partir, como um dia cogitei não te ter por perto, como te deixei tão longe.

Ainda bem que tudo isso terminou e você está aqui. Escrevo menos, escrevo quase nada, porque no lugar das palavras tenho você. Minha metade.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Para onde?

Eu sempre fui muito decidida. Era bem impetuosa isso me tornava por muitas vezes até um pouco chata e pedante.

Eu conquistei muitas coisas com a arte de tomar uma decisão e ir até o final. Nunca saindo da linha ou mudando de caminho. Vamos dizer que não sei bem se nunca quis mudar ou se o conforto da estabilidade me deixou aqui.

O que é esse aqui ou onde é este aqui? Todo esse caminho me levou pro lugar mais incomodo que eu podia estar. O aqui é algo que hoje em dia me machuca me faz mal. O aqui é o lugar do mundo que eu não queria estar. Fico me questionando por que simplesmente não pular fora do barco e seguir outro rumo.

A resposta é mais simples do que parece, eu nunca soube viver com uma duvida ou com uma incerteza. Eu que me gloriava de ter sido tão bem instruída e vivida pela minha experiência de decisões, não me preparei pra vida. Não sei estar numa correnteza calma e também não sei sair dela.

O desejo de largar tudo é tão grande que me corrói mas a incerteza do que vem depois não me deixa tomar uma decisão. Eu fujo das possibilidades com medo da mudança e me cobro por ter desistido.

Mas do que mesmo eu desisti se o que me falta é definir um objetivo?

segunda-feira, 5 de março de 2012

Poderia ter se perdido

Então a única coisa que consigo pensar é: ainda bem que as palavras foram repetidas, pois no primeiro instante não acreditei.
E de tão frágil que é o amor, poderia ter desistido sem que eu de fato, ouvisse que o futuro para sempre será comigo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sobre as vontades

Estive pensando muitos dias em atualizar o blog, fazer um texto. Estava realmente com vontade disso. Porque afinal de contas, em 2011 atualizei um terço de 2010 e esse ano ainda não cheguei a postar nada. Mas me apareceu uma duvida: do que eu falaria? Pensei em falar sobre mudanças, pensei em falar sobre despedidas. Pensei até mesmo em falar do passado ou como tudo na minha vida tem mudado fora do meu controle.

Podia dividir meus problemas e minhas felicidades. Mas não achava nada digno de um texto ou que terminaria ele de maneira exemplar. E a vontade foi se tornando uma busca, a busca do assunto certo.

Foi assim que acabei caindo em um .doc branco e assustador, e escrevendo pra quem ler pensar, qual a sua vontade agora? Todo mundo nesse planeta, deve estar tendo vontade de alguma coisa. E o que te impede de realizar?

Acho que nossos monstros e nossas grades são muitas vezes criadas por nós mesmos.