quarta-feira, 27 de maio de 2015
O que mudou
Há 3 anos atrás eu planejei cada passo que eu ia dar até aqui. Eu era uma pessoa totalmente previsível e com um planejamento milimétrico. Foi quando troquei um lugar onde me sentia segura e não corria risco pela primeira grande empresa que trabalhei. Era o emprego dos sonhos, a equipe era maravilhosa, o trabalho trazia aprendizado, tinha possibilidade de crescimento. O sonho acabou rápido e foi a primeira e a ultima vez que me vi sem chão. Eu peguei a crise da comunicação em 2012, dali pra frente passei por uma grande reformulação do que era "ser eu" na questão profissional.
Eu perdi o medo de mudar de emprego, infelizmente isso não trouxe só benefícios, mas fortificou bases que me fizeram mais forte para continuar e passar por outras crises, de empresas, mercados, do país, que aconteceram nos últimos três anos.
Dois anos depois eu tomei de novo a difícil decisão de mudar por mim, por uma boa oportunidade. E olha, deu errado. Na seqüência fui desligada de outra grande empresa por uma seqüência de motivos inclusive crises.
O que muda de lá pra cá? O tombo é bem menor, pra não dizer que não existiu. A minha vida não é meu emprego, eu sei que sou muito, mas muito, mais que o que faço dentro do escritório. Dó eu tenho de quem só é alguma coisa ali dentro.
sábado, 19 de julho de 2014
De três em três
O tempo passa muito rápido, podemos ver algumas mudanças com isso. Esse ano decidi avaliar ele a cada três meses.
Os primeiros três foram aceitação de problemas. O segundo transformações. Não sei como serão os próximos.
É muito estranho que todos seus planos não sejam exatamente como você achava, que as realizações não aconteçam no tempo que você acharia certo.
Muita coisa depende da sua disposição para realizar. E será que é certo cobrar uma disposição de outro alguém? Será que é certo se forçar a estar disposto? As vezes a única coisa que queremos e deixar o barco seguir como esta, outras vezes queremos e precisamos achar outro porto para nosso barco.
São muitas questões mas bom mesmo é conseguir pensar em tudo isso.
domingo, 11 de agosto de 2013
Falando da fragilidade
Quando as reações emocionais se tornam físicas, algumas mudanças precisam ocorrer. Não é só uma questão de cortar o que prejudica mas de mudar todos os hábitos que podem fazer mal e colocar outros que ajudem.
É triste e desesperador passar por essas situações. Não, eu não queria que ninguém me visse assim.
É um nível alto de exibir a fragilidade para conhecidos, para desconhecidos. E a luta entre duas dores a física que acontece depois das crises nervosas e a emocional de ter passado por tudo isso.
E só posso dizer que as duas são muito fortes.
domingo, 17 de março de 2013
Mais poesia só no meu coração
Talvez fosse mais fácil falar se doesse. O amor quando dói é mais bonito ou faz mais poesia. Mas não dói, esse não. Esse completa o que tem de vazio. Completa a vida.
As vezes até dói. Dói quando diz tchau, mesmo que o "tchau" seja só um "até logo". Dói porque as vezes o outro lado da mesa do restaurante é longe demais. Porque qualquer distancia é longe demais.
Só que aí os dias passam e cinco minutos completam o oceano que criava um vazio.
Se eu pudesse passaria cinco minutos por dia ao teu lado, para ir matando aos poucos a falta que me faz a todo momento.
As vezes até dói. Dói quando diz tchau, mesmo que o "tchau" seja só um "até logo". Dói porque as vezes o outro lado da mesa do restaurante é longe demais. Porque qualquer distancia é longe demais.
Só que aí os dias passam e cinco minutos completam o oceano que criava um vazio.
Se eu pudesse passaria cinco minutos por dia ao teu lado, para ir matando aos poucos a falta que me faz a todo momento.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Continuando o caminho
Eu vou ser pra sempre quem eu sou. Não importa quanto tempo passe.
Sim, a frase parece meio obvia mas tem um porque. No meio de tantas duvidas e incertezas foi essa conclusão que eu cheguei.
Se me perguntassem hoje qual a coisa que eu queria pro futuro eu responderia, que além de formar minha família queria cuidar da que eu já tenho.
Quando vejo irmãs com o seus 30+ abraçadas, me emociono. Sabe aquela foto que parece coisa de adolescente? Um abraço, uma delas fazendo careta.
Ou elas juntas com a mãe, pulando em uma cama ou sofá. Saber que por quanto tempo passe esse laço não vai se cortar.
Que eu posso mudar de casa, de cidade, quiçá de país e vou ter sempre esse laço.
Acalenta o coração. Emociona.
É a segurança que se precisa para continuar a caminhar.
Sim, a frase parece meio obvia mas tem um porque. No meio de tantas duvidas e incertezas foi essa conclusão que eu cheguei.
Se me perguntassem hoje qual a coisa que eu queria pro futuro eu responderia, que além de formar minha família queria cuidar da que eu já tenho.
Quando vejo irmãs com o seus 30+ abraçadas, me emociono. Sabe aquela foto que parece coisa de adolescente? Um abraço, uma delas fazendo careta.
Ou elas juntas com a mãe, pulando em uma cama ou sofá. Saber que por quanto tempo passe esse laço não vai se cortar.
Que eu posso mudar de casa, de cidade, quiçá de país e vou ter sempre esse laço.
Acalenta o coração. Emociona.
É a segurança que se precisa para continuar a caminhar.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Como Pude?
Uma vez pensei que tinha te perdido pra sempre. Você não sabe mas antes, muito antes de me contar o que havia acontecido eu tinha acompanhado, eu vi e eu me magoei. Não vou mentir, não foi uma única vez que pensei nisso. Mesmo que eu falasse que você não era mais parte da minha vida isso era uma mentira, talvez a melhor que contei durante todo esse tempo.
Pouco se sabe mas você estava presente, estava no meu pensamento. Sem que nem mesmo eu soubesse você estava lá.
Hoje a única coisa que penso é como um dia pude te deixar partir, como um dia cogitei não te ter por perto, como te deixei tão longe.
Ainda bem que tudo isso terminou e você está aqui. Escrevo menos, escrevo quase nada, porque no lugar das palavras tenho você. Minha metade.
Pouco se sabe mas você estava presente, estava no meu pensamento. Sem que nem mesmo eu soubesse você estava lá.
Hoje a única coisa que penso é como um dia pude te deixar partir, como um dia cogitei não te ter por perto, como te deixei tão longe.
Ainda bem que tudo isso terminou e você está aqui. Escrevo menos, escrevo quase nada, porque no lugar das palavras tenho você. Minha metade.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Para onde?
Eu sempre fui muito decidida. Era bem impetuosa isso me tornava por muitas vezes até um pouco chata e pedante.
Eu conquistei muitas coisas com a arte de tomar uma decisão e ir até o final. Nunca saindo da linha ou mudando de caminho. Vamos dizer que não sei bem se nunca quis mudar ou se o conforto da estabilidade me deixou aqui.
O que é esse aqui ou onde é este aqui? Todo esse caminho me levou pro lugar mais incomodo que eu podia estar. O aqui é algo que hoje em dia me machuca me faz mal. O aqui é o lugar do mundo que eu não queria estar. Fico me questionando por que simplesmente não pular fora do barco e seguir outro rumo.
A resposta é mais simples do que parece, eu nunca soube viver com uma duvida ou com uma incerteza. Eu que me gloriava de ter sido tão bem instruída e vivida pela minha experiência de decisões, não me preparei pra vida. Não sei estar numa correnteza calma e também não sei sair dela.
O desejo de largar tudo é tão grande que me corrói mas a incerteza do que vem depois não me deixa tomar uma decisão. Eu fujo das possibilidades com medo da mudança e me cobro por ter desistido.
Mas do que mesmo eu desisti se o que me falta é definir um objetivo?
Eu conquistei muitas coisas com a arte de tomar uma decisão e ir até o final. Nunca saindo da linha ou mudando de caminho. Vamos dizer que não sei bem se nunca quis mudar ou se o conforto da estabilidade me deixou aqui.
O que é esse aqui ou onde é este aqui? Todo esse caminho me levou pro lugar mais incomodo que eu podia estar. O aqui é algo que hoje em dia me machuca me faz mal. O aqui é o lugar do mundo que eu não queria estar. Fico me questionando por que simplesmente não pular fora do barco e seguir outro rumo.
A resposta é mais simples do que parece, eu nunca soube viver com uma duvida ou com uma incerteza. Eu que me gloriava de ter sido tão bem instruída e vivida pela minha experiência de decisões, não me preparei pra vida. Não sei estar numa correnteza calma e também não sei sair dela.
O desejo de largar tudo é tão grande que me corrói mas a incerteza do que vem depois não me deixa tomar uma decisão. Eu fujo das possibilidades com medo da mudança e me cobro por ter desistido.
Mas do que mesmo eu desisti se o que me falta é definir um objetivo?
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